Os 8 tipos de distorções cognitivas

Há muito sabemos que não são os eventos em si que acionam nossas emoções, mas nossa interpretação deles. Em outras palavras, como os percebemos e como os interpretamos.

Por trás de cada sentimento de tristeza, raiva, medo ou angústia pode haver um pensamento que esconde ou disfarça a realidade. É por isso que em certos transtornos, como depressão, ansiedade ou fobias, as distorções cognitivas desempenham um papel importante.


Neste artigo vamos explicar quais são os tipos mais comuns de distorções cognitivas e em que cada um deles consiste.

Engano cerebral e distorções cognitivas

Portanto, é de vital importância parar e refletir sobre a validade desses pensamentos, pois podemos estar sofrendo de causas irreais.

A mente humana é muito complexa e às vezes nos perdemos nele e não conseguimos diferenciar a realidade fictícia.

O que são distorções cognitivas e como elas nos afetam?

Distorções cognitivas são interpretações errôneas da realidade que levam o indivíduo a perceber o mundo de forma não objetiva e disfuncional. Eles vêm na forma de pensamentos automáticos e desencadeiam emoções negativas que levam a comportamentos indesejados ou inadequados.

Dessa forma, um loop é gerado, pois esses comportamentos disfuncionais acabam reforçando os padrões cognitivos que os geraram, de forma que o momentum seja mantido ou até mesmo intensificado.

Características das distorções cognitivas

  • Eles são freqüentemente expressos em termos de imperativos categóricos: “deveria”, “deveria”, “deveria …”.
  • Eles são experienciados como espontâneos, eles aparecem de repente na mente sem qualquer gatilho aparente.
  • Essas são mensagens curtas, diretas e discretas e muitas vezes vêm na forma de uma imagem visual.
  • Eles tendem a ser dramáticos e catastróficos.
  • Eles são difíceis de desviar.
  • Eles são aprendidos.

Tipos de distorções cognitivas e exemplos

Existem muitos erros cognitivos que as pessoas cometem repetidamente. Abaixo, descreverei alguns dos mais comuns, com um exemplo para torná-los mais fáceis de entender.

Esses são os tipos de distorções cognitivas.

1. Generalização excessiva

Seguindo um caso isolado, generalize uma conclusão válida para todos. Exemplo: “João não me escreveu, as pessoas sempre se esquecem de mim.”

2. Abstração seletiva

Concentre-se no modo “visão de túnel” apenas em certos aspectos, geralmente negativos e perturbadores, De uma circunstância ou de uma pessoa, excluindo o resto de suas características e ignorando o positivo das mesmas. Exemplo: “Passei muito tempo com sal no macarrão, sou uma cozinheira horrível.”

3. Inferência arbitrária

Faça julgamentos ou tire conclusões rápida ou impulsivamente, Com base em informações incompletas ou erradas. Exemplo: “Ele me diz para não ser rude, as mulheres são assim.”

4. Viés de confirmação

Tendência para interpretar a realidade de uma forma que confirme nossas crenças anteriores. Exemplo: “Eu estava errado, se eu já soubesse que não era bom nisso.”

5. Erro de recompensa divina

Pensar que, no futuro, os problemas vão melhorar por conta própria, sem tomar uma postura proativa. Exemplo: “Minha cabeça está explodindo, mas estou calmo porque o clima coloca todos em seus lugares.”

6. Leia o pensamento

Assuma a responsabilidade pelas intenções ou conhecimento de outras pessoas. Exemplo: “Eles olham para mim porque estou zombando.”

7. Erro do cartomante

Acredite em saber como será o futuro e aja de acordo com ele. Exemplo: “Não vou a esta entrevista de emprego porque sei que não vão me contratar.”

8. Personalização

Suponha que tudo o que as pessoas fazem ou dizem tem a ver diretamente consigo mesmas. Exemplo: “Marta tem cara de mau, deve estar com raiva de mim.”

Como acabar com as distorções cognitivas?

Distorções cognitivas podem mudar assim que forem detectadas.

Existem técnicas em psicoterapia que afetam diretamente esse tipo de distorção, E são as chamadas técnicas de reestruturação cognitiva. Neles, o profissional ajuda o indivíduo a identificar as crenças equivocadas que desenvolveu sobre o mundo e, posteriormente, os dois trabalham juntos para desenvolver pensamentos e formas alternativas de interpretar as situações.

Curtiu isso, o psicólogo ajuda a pessoa a aprender a questionar a validade de seus próprios padrões cognitivos substitua-os já por pensamentos alternativos mais realistas, o que o fará sentir emoções mais positivas e, portanto, será favorável quando se trata de ter comportamentos mais úteis para viver em maior harmonia com o seu ambiente.

Referências bibliográficas:

  • Gadenne, V. (2006). Filosofia da psicologia. Espanha: Herder.
  • Jung, Carl Gustav (2003). Simbolismo do espírito. México, DF: Fundo para Cultura Econômica.
  • Triglia, Adrián; Regader, Bertrand; García-Allen, Jonathan (2016). Psicologicamente falando. Paidós.
  • Vidales, Ismael (2004). Psicologia Geral. México: Limousin.

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