O que é psicologia forense e como ela pode me ajudar?

Estar imerso em processos judiciais nos assalta, além dos mais imensos medos, um mar de dúvidas sobre o que esperar, como proceder e para onde recorrer.

Utilizamos terminologias a que não estamos habituados e, entre muitas outras ações a tomar, É comum que nossa representação legal recomende que você entre em contato com um psicólogo forense ter uma perícia psicológica, que só desperta mais medos… O que é uma perícia psicológica? Por que eu preciso disso? Como isso vai me ajudar? Esclarecemos conceitos e esclarecemos dúvidas.


    O que é Psicologia Forense?

    A psicologia forense é o ramo da psicologia jurídica que tem lugar no foro (do latim forensis, lugar onde se faz justiça) ou, por outras palavras, nos tribunais, razão pela qual também é frequentemente chamada de Psicologia Aplicada nos tribunais.

    Reconhecida pelo colegiado desde 1998, esta disciplina tem como objetivo a entrega de perícia, o que justifica que esta ciência seja também conhecida como Psicologia Perita, que é praticada por psicólogos forenses ou psicólogos peritos.

      Quem é e o que faz um psicólogo forense?

      De um modo geral, um psicólogo forense é um profissional graduado em psicologia que possui formação especializada na área de atuação e que aplica seu conhecimento do ser humano ao campo jurídico.

      A sua nomeação pode ser feita a pedido de uma das partes ou por nomeação judicial, ou seja, tanto a pessoa envolvida no processo pode ser de interesse privado (tanto o autor como o réu), ou um juiz utilizando as listas de intervenção profissional do faculdades de psicólogos ou solicitando a participação das equipes de assessoria técnica da própria Administração da Justiça (EATP, SATAF, etc.).

      De qualquer forma, a principal função do psicólogo no campo forense é fazer avaliações psicológicas de atores judiciais, emissão de laudo de psicologia forense com o objetivo último de assessorar os juízes em sua tomada de decisão (decisão judicial) sem que isso signifique, de forma alguma, condicionar essas disposições, de competência exclusiva do juiz.

        O que é uma perícia psicológica?

        O laudo pericial psicológico ou laudo de psicologia forense é um documento que possui características estruturais e de conteúdo específicas bem diferenciadas daquelas de um relatório clínico ou psicológico tradicional.

        Sem querer entrar em pormenores pela complexidade inerente a cada um dos documentos, a principal diferença entre os dois é que o Relatório Clínico, tendo em conta o objectivo prosseguido pela Psicologia Clínica, é concebido como um instrumento não essencial da ‘ no campo da saúde, enquanto no campo forense é um fim em si mesmo, uma vez que a perícia termina com sua redação e sua posterior defesa dada a sua natureza de prova judicial.

        Nesse sentido, o Psicólogo Especialista tenta defender e defender uma tese, para que servirá como prova em um procedimento, respondendo às questões que motivaram seu desenvolvimento, que variam de acordo com a jurisdição de onde provêm: civil e familiar, criminal ou prud’homale.

          Por que uma perícia psicológica?

          Na jurisdição civil e familiar, os laudos psicológicos forenses são geralmente recomendados em processos de custódia e custódia para avaliar as competências parentais dos pais, o impacto que a separação ou divórcio teve nos filhos ou fazer recomendações sobre o regime de contato pai-filho mais recomendado para cada unidade familiar.

          Da mesma forma, também no campo civil, após a recente entrada em vigor da Lei 8/2021 pela qual é abolido o procedimento de incapacidade judicial, a perícia psicológica avalia a capacidade da pessoa de se governar e ajudar a identificar os apoios que podem ser necessários para sustentar sua autossuficiência.

          No âmbito do Tribunal Criminal, a perícia forense avalia as circunstâncias susceptíveis de modificar a responsabilidade criminal (imputabilidade) dos autores, bem como os danos e consequências psicológicas, entre outras, das vítimas. A Psicologia da Testemunha também é específica para esta área, segundo a qual o psicólogo especialista procurará determinar a plausibilidade dos relatos de testemunhas e vítimas de atos ilícitos.

          Também é comum usar os serviços de psicólogos forenses especificar psicopatologias ou transtornos psicoafetivos no trabalho. Nesse sentido, na Jurisdição Trabalhista, as avaliações psicológicas permitem esclarecer a relação causal ou co-causal entre estados mentais alterados e situações de assédio no trabalho (mobbing) ou desgaste profissional (burnout) e outros. Da mesma forma, a perícia psicológica neste domínio pode ser utilizada para justificar o pedido de incapacidade para o trabalho (temporária ou permanente), bem como para contestar os despedimentos com base na exploração psicológica do trabalhador.

          Concluir

          Em suma, a psicologia forense visa avaliar as pessoas a fim de esclarecer sua relação com os fatos julgados, seja determinando quais aspectos psicoemocionais pessoais favoreceram a execução do ato ilícito ou foram alterados pelo fato do fato julgado.

          Além disso, visa determinar os aspectos característicos pertinentes ao procedimento, perseguindo o objetivo final de fornecer aconselhamento técnico especializado aos juízes através da elaboração de um laudo pericial que não apenas explicite a exploração realizada, mas também ofereça conclusões e recomendações sobre as questões que motivaram a avaliação psicológica forense.

          Portanto, se você precisar justificar tecnicamente algum aspecto quando estiver imerso em um processo judicial, um especialista em psicologia pode ser uma ótima ferramenta.

          Referências bibliográficas

          • Adler, J. e Gray, J. (2010). Psicologia forense: alguns conceitos e debates sobre a prática. Em J. Adler & J. Gray (eds.). Psicologia forense: conceitos, debates e prática. Nova York: edição Willan.
          • Colégio Oficial de Psicólogos da COP. (s.f.). Psicologia Jurídica: Colégio Oficial de Psicólogos. Madri.

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