Conversando sobre sexualidade com nossos filhos: como e quando?

Uma das tarefas mais importantes é educar nossos filhos sobre um tema que nem sempre é fácil de falar, a sexualidade.

É importante darmos aos nossos filhos informações verdadeiras, úteis e concretas (às vezes deixamos de falar com conceitos abstratos), informações que, ao mesmo tempo, transmitam os nossos valores que os ajudam a ter uma vida melhor. Na verdade, muitas vezes se fala em sexualidade, o dia a dia é cheio delas.


    É uma boa ideia conversar com nossos filhos sobre sexo?

    Esta semana, a equipe de psicologia infantil do Instituto Mensalus de Atenção Psicológica e Psiquiátrica nos fala sobre a importância de falar sobre sexualidade com nossos filhos e recomenda alguns materiais educacionais interessantes.

    Como podemos começar a conversar com nossos filhos sobre questões relacionadas à sexualidade?

    Momentos educativos acontecem todos os dias. Na verdade, são eles que o ajudam a conversar naturalmente. É comum agendar a “conversa” para discutir tudo o que é importante ao mesmo tempo. Normalmente, esse discurso é estranho e artificial. Os pais ficam frustrados por não saberem como abordar o filho e, nos casos em que não foi feita uma boa ligação, sentem que perderam a “oportunidade” de fornecer informações importantes.

    Na verdade, muitas vezes se fala em sexualidade, o dia a dia é cheio delas. Por isso, falar com as crianças sobre sexualidade é uma conversa que dura no tempo, é por demais necessário um assunto em suas vidas para reduzi-la a um discurso.

    Como pode ser essa comunicação diária? Com que idade podemos começar a falar sobre sexualidade?

    As conversas sobre sexualidade surgem a partir de perguntas que elas espontaneamente se colocam (depois de ouvir um comentário em aula, assistir a um comercial de televisão, assistir a um casal na rua, etc.). É importante começar a conversar com nossos filhos desde cedo. Eles são curiosos sobre seus corpos, eles olham para as diferenças entre homens e mulheres, entre eles e os adultos, entre diferentes tipos de relacionamento, etc.

    A curiosidade nos dá a oportunidade de estabelecer um diálogo construtivo. Essas informações ajudarão a criança a desenvolver uma visão saudável de sua sexualidade e dos outros, o que lhe permitirá cuidar e respeitá-la, dois ingredientes básicos para promover a autoestima.

    Por outro lado, não podemos esquecer que as crianças estão preparadas para receber informações de acordo com seu momento vital. Dito isso, quando falamos com nossos filhos sobre sexo, o primeiro ponto básico é adaptar a conversa à idade deles.

    Supere tabus

    Em geral, os pais hoje têm medo de falar sobre sexualidade com seus filhos?

    A herança recebida de gerações passadas, onde a sexualidade era um assunto tabu, ainda ocupa um lugar central hoje. Os pais estão percebendo a necessidade de oferecer essas informações que não receberam, é verdade, mas existe o medo de não fazer corretamente e prejudicar o filho. As dúvidas sobre: ​​”talvez você ainda não saiba nada disso” reforçam o tabu.

    Um espaço onde falamos sobre tudo isso são os grupos de pais / escolas. Os participantes expressam repetidamente o medo de transmitir um conceito errado sobre o que é sexo e como ele é vivenciado. O medo de que a informação gere algum tipo de problema em seu desenvolvimento psicoemocional leva-os a evitá-lo.

    Bem, a resposta ainda é a mesma. Talvez seja hora de perguntar o que a criança precisa (nós os conhecemos como pais), colocando o medo de lado. Não há pior informação do que aquela que cria medo e rejeição (lembre-se do legado de gerações passadas). Quando isso acontece, o resultado é uma experiência negativa em torno do sexo e, portanto, a afetação direta da autoestima.

    Que tipo de material educacional pode ajudar os pais?

    A partir da consulta sobre a psicologia da criança, temos uma bibliografia e jogos que são muito úteis nesta tarefa psicoeducacional.

    Especificamente, hoje gostaríamos de compartilhar dois títulos. O primeiro é um vídeo chamado “Nosso Corpo”. Este curta animado é recomendado para maiores de 3 anos e explica as diferenças corporais entre os sexos.

    Você pode assistir ao vídeo abaixo:

    O segundo é um livro chamado “Diga-me tudo: 101 perguntas feitas por meninos e meninas sobre um tema empolgante”, de Katharina Von Der Gathen. Esta educadora sexual tirou notas manuscritas de uma caixa de correio anônima com perguntas de alguns alunos da terceira e quarta séries que participaram de suas discussões sobre corpo, amor e sexualidade. No livro, os mais notáveis ​​são coletados e recebem uma resposta. O resultado é muito interessante.

    Que mensagem você gostaria de enviar a todos os pais que estão lendo esta entrevista?

    Da psicologia infantil, enfatizamos a importância de vivenciar o corpo e a sexualidade de forma natural para ajudar a criança a integrar as mudanças de cada etapa desde a aceitação. Além disso, responder a perguntas sobre um assunto tão vital dá a você a segurança de que você precisa para viver e respeitar seu corpo (que será então transferido para outros contextos vitais).

    Precisamos fornecer informações verdadeiras, úteis e concretas (às vezes não usamos muitos conceitos abstratos), informações que, ao mesmo tempo, transmitam nossos valores sobre a sexualidade. Como já discutimos, tudo isso facilitará a tomada de decisão responsável na área sexual.

    Também nos lembramos da importância de ouvir ativamente as perguntas e explicações que as crianças fazem (às vezes pode ser tentador interromper a fala para corrigir ou diminuir o ritmo). Dessa forma, mostraremos interesse, geraremos feedback que os levará a novas conversas e os ajudaremos a explicar suas ideias e construir um discurso coeso. Novamente, sua auto-estima aumentará ao perceber que sua voz é importante.

    Material recomendado:

    • Livro: “Diga-me tudo: 101 perguntas feitas por meninos e meninas sobre um assunto empolgante”, de Katharina Von Der Gathen. Você pode comprá-lo neste link.

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