Por que estou com medo e não ouso fazer nada?

“Por que estou com medo quase todos os dias?” “O que te faz temer mais situações do dia a dia? Esse tipo de ideia está entre as preocupações de muitas pessoas que, sem saber muito bem por que isso acontece, percebem que o medo é uma emoção que constantemente desgasta sua qualidade de vida, mesmo em situações aparentemente inócuas.

Nas linhas a seguir, veremos qual é a natureza do medo, tudo o que podemos fazer para combater esse sentimento.


    Por que ainda estou com medo?

    As emoções existem porque desempenham uma função e, embora às vezes as desvantagens que apresentam superem as vantagens, essas situações são a exceção e não a regra.

    O medo, em particular, é uma das emoções mais poderosas que temos. Quer queiramos ou não, sua existência condiciona nossas vidas, Às vezes para o bem (ajuda a evitar perigos) e às vezes para o mal (ajuda a encontrar desculpas para não procurar melhorar a nós mesmos).

    No entanto, existem casos extremos em que esse fator psicológico se torna tudo. um obstáculo com o qual nos sabotamos continuamente quando decidimos sair da zona de conforto e começar algo novo que nos fará bem. Vá conversar com alguém que amamos, começar a faculdade, ir à academia, ir ao dentista …

    Nessas ocasiões, há uma forte sensação de frustração e um pensamento que não pode ser abandonado: “por que estou com medo e não estou enfrentando meus medos?”. As principais causas são as seguintes.

    1. Trauma

    A marca emocional deixada em nós pelo trauma eles nos fazem voltar nossa atenção para qualquer coisa que possa, hipoteticamente, nos levar a ter essa experiência (Ou um semelhante) novamente. É por isso que muitas pessoas traumatizadas acham muito fácil entrar em um estado de hipervigilância do qual está completo para sair.

    2. Falta de auto-estima

    A falta de autoconfiança contribui para que a pessoa tenha medo de muitas coisas porque ela não se sente pronta para enfrentar certas áreas da vida. Especificamente, aqueles que envolvem relacionamentos pessoais geralmente são uma fonte de medo e insegurança.

    3. Situações de maus tratos e abuso

    Em alguns casos, o medo está enraizado em um problema de relacionamento que, por definição, está além do indivíduo.

    **** Quando é atacado por outra pessoa ou por um grupo delas, o estado de hipervigilância surge como mecanismo de proteção, em detrimento do bem-estar psicológico. Claro, isso não significa que o sofredor seja responsável por isso; nem mesmo perto.

    4. Propensão genética

    Não devemos esquecer que o fator genético também importa. Isso não significa que ter uma determinada estrutura de DNA nos impeça de ter medo constantemente, mas significa que certos conjuntos de genes nos tornam mais propensos a desenvolver medos persistentes.

    Sinais de que você vive com medo

    Algumas das características típicas que essas pessoas apresentam são as seguintes. Todos são semelhantes aos que aparecem na maioria das fobias, Em que há um estímulo específico que desencadeia um ataque de ansiedade.

    1. Medo desde as primeiras horas

    No início do dia, eles já acham que vão ter que passar por algo que os assusta.

      2. Sinta todos os tipos de desconforto físico

      Viver com medo constante gera desgaste físico que se acumula dia após dia: tensão muscular, sono insatisfatório e hábitos alimentaresetc.

      3. Evitar situações normais

      Muitas pessoas tendem a se expor a ambientes rotineiros do dia-a-dia com a possibilidade de as coisas se complicarem e surgir algo capaz de prejudicá-las.

      O que deve ser feito para combater essa ansiedade?

      Ao agir contra esse desconforto e resolver as causas psicológicas desse medo, você pode seguir estas etapas.

      1. Pratique exercícios de respiração

      O controle da respiração ajuda a “domar” o estado emocional em que nos encontramos. Por isso, Adquirir o hábito de fazer exercícios de respiração controlada pode ajudar muito.

      2. Aos poucos, exponha-se aos seus medos

      Comece com situações que o assustam um pouco e veja-se enfrentando outras que geram mais medo em você, seguindo uma curva de dificuldade cada vez maior. Assim, você aprenderá por experiência própria que não há muitas razões para se sentir assim. enfrentando qualquer situação de baixa ansiedade.

      3. Vá ao psicólogo

      Esta opção também não deve ser excluída se nenhum progresso significativo for feito com as anteriores. Felizmente, o poder da psicoterapia para oferecer ajuda a pessoas que sofrem de medos e problemas de ansiedade é muito alto e tem se mostrado eficaz por meio do uso de várias técnicas realizadas sob supervisão profissional.

      Referências bibliográficas:

      • Hofmann, SG, Dibartolo, PM (2010). “Introdução: Rumo a uma compreensão do transtorno de ansiedade social”. Ansiedade social. p. xix – xxvi.
      • American Psychiatric Association (2013). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (5ª ed.). Arlington, VA: American Psychiatric Association.

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