Os 6 benefícios da terapia de realidade virtual

As técnicas e estratégias utilizadas na psicoterapia para ajudar os pacientes evoluíram consideravelmente. Ao longo das décadas.

Parte desse fenômeno se deve às pesquisas científicas realizadas na época, que lançaram luz sobre a eficácia (ou não) das diferentes formas de tratamento dos pacientes; mas também simplesmente pelo fato de que o desenvolvimento de novas tecnologias tornou possível criar recursos terapêuticos inimagináveis ​​até recentemente.


O caso da Realidade Virtual usada em psicoterapia é um exemplo.: Hoje é possível alavancar a TI para gerar “ambientes de treinamento” terapêuticos que não existem no mundo real, mas apenas no mundo digital. Aqui veremos quais são as principais vantagens desta forma de intervenção psicológica.

    O que é realidade virtual?

    A realidade virtual é um recurso tecnológico desenvolvido para gerar ambientes digitais realistas, E pode ser usado para diversos fins. Por exemplo, é utilizado tanto em produtos de lazer quanto em videogames, como em programas de treinamento, ou neste caso, terapia psicológica, entre outras modalidades de uso.

    Portanto, a realidade virtual torna possível explorar o potencial das novas tecnologias para projetar lugares fictícios, mas muito realistas, Sem as restrições impostas pela economia (ou seja, sem a necessidade de construir esses ambientes com material físico) e pelas leis da natureza. Conclui-se que por meio da realidade virtual é possível gerar eventos, objetos e seres que não podem ocorrer no mundo real; mas, em muitos casos, é exatamente o contrário que se busca, desenvolver situações muito semelhantes ao que poderia acontecer conosco no atual planeta Terra.

    Por outro lado, a realidade virtual é frequentemente associada a materiais complementares que facilitam a imersão são esses mundos ficcionais, sendo os mais populares os óculos de Realidade Virtual. Servem para manter todo o campo de visão do usuário dessa tecnologia ocupado com o que está acontecendo nesse cenário artificialmente projetado, para que ele se esqueça dos estímulos que pertencem ao mundo real.

    Quais são os benefícios da realidade virtual aplicada à psicoterapia?

    Como vimos, a realidade virtual não é uma tecnologia criada em si mesma para resolver problemas psicológicos; mas, precisamente por ser altamente adaptável e não se limitar a um único tipo de objetivo, é a base a partir da qual são desenvolvidos os recursos que se destinam à psicoterapia.

    É por isso que a Realidade Virtual é usada para desenvolver ferramentas projetadas para tratar pacientes, especialmente quando se trata de gerenciar emoções e lidar com problemas de ansiedade. Nesses casos, são concebidos ambientes virtuais tridimensionais e muito realistas através dos quais o usuário pode se mover e interagir com os elementos, sejam eles estímulos que desencadeiam reações fóbicas, situações de trabalho que produzem estresse, lugares que induzem um estado de relaxamento, etc.

    Abaixo você pode ver um resumo dos principais benefícios que oferece no campo da psicoterapia.

    1. Ele se adapta a vários tipos de problemas psicológicos

    Sendo a realidade virtual um ambiente digital altamente adaptável em termos de lazer e programação, a sua utilização não se deve limitar ao tratamento de psicopatologias muito específicas. Com relativamente pouco esforço, recursos podem ser criados para uma ampla variedade de questões, E até mesmo reciclar parte do material para muitos tipos de pacientes.

      2. Ele permite que você crie não apenas ambientes, mas também situações completas

      Realidade virtual não se limita a gerar ambientes ouvidos como lugares estáticos que existem dentro do software: eles também incluem eventos, sequências de ações realizadas pelas entidades artificiais desses sites (por exemplo, o equipamento de voo de uma aeronave) ou que são acionadas quando o usuário realiza determinadas ações.

      3. Oferece mais privacidade do que uma exibição ao vivo

      Como a realidade virtual pode ser usada sem sair de uma sala, oferece mais privacidade do que outras modalidades de intervenção em que é necessário ir a locais onde o verdadeiro estímulo é diante dos quais o paciente deve aprender a controlar suas emoções, e que em muitos casos geralmente consistem em espaços públicos à vista de outras pessoas.

      4. Oferece um controle muito maior sobre as variáveis

      Em procedimentos baseados na exposição a ambientes reais, é impossível controlar tudo. Porém, na realidade virtual é muito fácil controlar variáveis ​​relevantes como clima, luz, ruído, tamanho do estímulo a ser exposto, etc.

      5. Permite que você crie uma escala de dificuldade

      Esta é uma das vantagens da terapia baseada em Realidade Virtual associada ao ponto anterior, nomeadamente o controlo de variáveis. Graças ao fato de que tudo neste ambiente pode ser ajustado para um propósito específico, é muito fácil gerar situações adaptadas ao grau de progresso do usuário, Para que se veja a todo o momento diante de atividades que lhe representem um desafio, mas que não ultrapassem suas capacidades nem o desanimem e joguem a toalha.

      6. Está associado a um custo menor

      Em comparação com o uso de elementos de ambientes reais, a realidade virtual envolve menos custos: sem necessidade de viajar, sem necessidade de co-terapeutas para ajudar, sem necessidade de comprar ou alugar itens físicos específico para esta intervenção, etc.

      Referências bibliográficas:

      • Maples-Keller, JL; Bunnell, BE; Kim, SJ; Rothbaum, BO (2018). O uso de tecnologia de realidade virtual no tratamento de ansiedade e outros transtornos psiquiátricos. Harvard Review of Psychiatry, 25 (3): 103-113.
      • Norte. MILÍMETROS; Norte, SM; Coble, JR (1997). Terapia de realidade virtual: um tratamento eficaz para transtornos psicológicos. Health Technology and Informatics Studies, 44: páginas 59-70.
      • Park, MJ; Kim, DJ; Lee, U. Na, EJ; Jeon, HJ (2019). Uma Visão Geral da Literatura de Realidade Virtual (RV) no Tratamento de Transtornos Psiquiátricos: Avanços e Limitações Recentes, Fronteiras em Psiquiatria, 10: 505.

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