O que fazer em casa com adolescentes que apresentam um transtorno negativista difícil?

O Transtorno Negativo Difícil é um transtorno psicológico relativamente comum entre os menores e, além de causar desconforto, também tem um impacto significativo na qualidade de vida de toda a família.

Felizmente, existem estratégias que ajudam a corrigir esse tipo de comportamento e, embora seja necessário contar com a ajuda de psicólogos para tratar esses casos, também há muito que pode ser feito nesse sentido a partir de casa. Por isso, neste artigo, revisaremos alguns dicas para pais de adolescentes com transtorno negativista difícil.


    O que é Transtorno Negativo Difícil?

    Como o próprio nome sugere, o Transtorno Negativo Difícil (DND) é um transtorno relacionado a o comportamento de quebrar com as normas sociais e a tendência de se recusar a cooperar ou colaborar com os outros, e se deixa levar facilmente, adotando atitudes hostis. É diagnosticada em crianças e adolescentes e, se não tratada na terapia, geralmente desencadeia distúrbios psicológicos mais graves.

    É claro que no transtorno negativista provocativo os sintomas não são tão extremos quanto os que caracterizam o transtorno comportamental (anteriormente chamado de transtorno dissocial), pois neste último se a violência física está muito presente, a destruição da propriedade alheia e o roubo.

    Entre Sintomas Distintivos e Padrões Comportamentais do Transtorno Negativo Difícil destacam-se os seguintes.

    • Comportamentos disruptivos acontecem com muita frequência.
    • A pessoa tem um alto grau de irritabilidade e perde a paciência “no mínimo”.
    • Há uma predisposição para guardar ressentimento e buscar vingança por queixas reais ou imaginárias.
    • A pessoa tende a incomodar os outros apenas por diversão.
    • O comportamento da pessoa reflete que ela nunca respeita regras ou figuras de autoridade.
    • Há uma tendência a atacar verbalmente os outros, embora não seja incomum que ocorram ataques físicos.
    • A pessoa rejeita qualquer iniciativa que envolva cooperação.

    Além disso, o transtorno negativo difícil geralmente ocorre com outros transtornos mentais, particularmente o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, com o qual há alta comorbidade. Especificamente, embora Estima-se que cerca de 3% dos meninos e meninas desenvolver um transtorno negativo difícil, entre as pessoas com TDAH, esse percentual sobe para 30%.

      O que fazer ao viver e criar um adolescente com TND?

      Aqui estão algumas dicas e truques para pais de adolescentes com transtorno de negatividade difícil.

      1. Convença-o dos aspectos práticos da terapia

      Antes de tudo, é importante fazer o possível para se submeter à psicoterapia, pois nesse contexto será possível adotar outros comportamentos. ir além de aliviar os sintomas mais extremos que propõe o uso de determinados psicotrópicos (sob prescrição médica). Ao fazê-lo, é aconselhável não fazê-lo a partir de argumentos baseados na moral, pois isso pode colocá-lo na defensiva sensação de que queremos que você se “encaixe” em uma série de papéis relacionados ao “isso que é certo”. Concentre-se nas consequências práticas de consultar um psicólogo diariamente.

        2. Defina limites claros em casa e fora

        Faça desses limites as regras básicas que você deve seguir, poucas e distantes entre si, portanto, mantenha-os sempre em mente. Além disso, esclarece desde o início quais são as consequências de quebrar as regras: que você retire sua ajuda ou cooperação em aspectos de sua vida que você considerava garantidos (por exemplo, diminuindo seu salário semanal). É importante que as punições não sejam muito extremas para que sua prioridade não seja quebrar tudo por causa da raiva que a situação lhe causa, e que você continue tendo interesse em não ultrapassar esses limites.

        E, por outro lado, nunca abra exceções ao respeito a essas regras e dê o exemplo.

          3. Faça das regras não apenas uma imposição

          É importante que o adolescente não perceba a menstruação como algo para vestir, mas como algo que também te traz coisas boas. Por exemplo, o sistema de regras se aplica a toda a família, então eles sabem o que esperar dos outros e estão confiantes de que não agirão de maneira prejudicial a eles. Em outras palavras, você tem que mostrar esse sistema de regras como uma margem geral que se aplica a várias pessoas ao mesmo tempo.

          4. Elogie você pelo seu progresso na terapia

          Reconhecer e apreciar seu progresso em voz alta é ainda mais importante do que punir o mau comportamento. Além disso, não mostre apenas sua satisfação com seu progresso; veja com que orgulho você fala dele na frente dos outros.

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            Meu nome é Tomás Santa CecíliaSou psicóloga especializada no modelo cognitivo-comportamental e trabalho para adultos, adolescentes e famílias, seja presencialmente em meu consultório localizado em Madri ou online por videochamada.

            Referências bibliográficas

            • Granero, R.; Ezpeleta, L.; Domenech, JM; De la Osa N. (2008). Que relatos individuais de crianças e pais agrupam os diagnósticos de transtorno de déficit de atenção e transtorno desafiador opositivo em estudos epidemiológicos. Journal of European Child and Adolescent Psychiatry; 17: pág. 352-364.
            • Hamilton, S.; Armando, J. (2008) Transtorno Desafiador Opositivo. Jornal Americano do Físico de Família; 78: 861-866.
            • Latimer, K.; Wilson, P.; Kemp, J.; Thompson, L.; Sim, F.; Gilberg, C., et ai. (2012). Transtornos disruptivos do comportamento: uma revisão sistemática dos fatores de risco ambientais pré-natais e da primeira infância. Criança, 38 (5): pp. 611-628.

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