Modelo de atributos (em avaliação psicológica): o que é e como é usado

A avaliação psicológica é a tarefa destinada ao estudo científico de uma pessoa ou de um grupo delas. É uma disciplina do campo da psicologia, que busca verificar se os princípios gerais da psicologia são dados em um determinado indivíduo.

Os modelos são diversos, dependendo das variáveis ​​que têm de estudar, da sua formulação teórica, dos métodos básicos que utilizam, dos objetivos, dos campos de aplicação, etc. Neste artigo, vamos analisar um deles: o modelo de atributos. Conheceremos suas 6 características fundamentais e suas diferenças com outros modelos.


    Avaliação psicológica e seus 6 modelos

    Os modelos que serviram de base para a avaliação psicológica do indivíduo estes são:

    • Modelo de atributo (ou modelo psicométrico)
    • modelo dinâmico
    • modelo médico
    • modelo comportamental
    • modelo cognitivo
    • modelo construtivista

    Qual é o modelo de atributos e quais são suas principais características? Vamos ver.

    Modelo de atributo (em avaliação psicológica)

    O modelo de atributo, também chamado de modelo psicométrico, é baseado em uma abordagem correlacional, e entende o comportamento como o resultado de uma série de atributos intrapsíquicos (Variáveis ​​do organismo).

    Neste modelo, a relação entre atributos internos e manifestações externas (que neste caso são respostas de teste) é relevante.

    Essas relações também são baseadas na abordagem correlacional mencionada. Por outro lado, o objetivo do modelo de atributos é prever o comportamento além das áreas estudadas ou testadas.

    Características

    Agora sim, vamos aprender as 6 características básicas do modelo de atributo (bem como como ele difere de outros modelos):

    1. Formulação teórica

    Dependendo do modelo de atributo, o comportamento ocorre de acordo com variáveis ​​pessoais ou orgânicas, ou seja, de acordo com variáveis ​​intrapsíquicas ou genotípicas.

    Segundo esse modelo, essas variáveis ​​serão avaliadas diretamente por meio de suas manifestações comportamentais.

    Diferenças com outros modelos

    Por sua vez, o modelo dinâmico sugere que o comportamento pode ser explicado com base em construções teóricas internas; o modelo médico afirma que o que determina o comportamento é uma série de condições biológicas, e o modelo comportamental sugere que elas são explicadas por fatores ambientais.

    Por sua vez, o modelo cognitivo preconiza que o comportamento se explica por meio de um conjunto de processos e estruturas mentais internas, e o modelo construtivista busca avaliar as construções que a pessoa usa para descrever o mundo.

      2. Variáveis ​​objeto de estudo

      As classes de variáveis ​​estudadas em cada modelo também serão diferentes; neste caso, no modelo de atributo, descobrimos que é procurado analisar as variáveis ​​intrapsíquicas do indivíduo obtidas por procedimentos empíricos, fatoriais ou racionais.

      O objetivo é estudar a personalidade da pessoa de forma molecular e objetiva; O que significa estudar a personalidade de uma forma molecular? Esse comportamento pode ser decomposto em unidades comportamentais menores, a soma da constituição (na forma molar, porém, a unidade possui a unidade em si, e não é necessário quebrá-la em partes maiores e pequenas).

      Diferenças com outros modelos

      O modelo dinâmico estuda a personalidade do sujeito no nível molar; o médico pretende classificar o assunto; estudos comportamentais do comportamento a nível molecular e mecanístico; o modelo cognitivo analisa a influência das estruturas mentais internas e o modelo construtivista postula um conjunto de variáveis ​​internas como explicativas da realidade do sujeito.

      3. Métodos e técnicas básicas

      Qual método o modelo de atributo usa? O método hipotético-dedutivo em sua versão correlacional; Recorde-se que esta metodologia consiste em observar o fenómeno a estudar, em estabelecer hipóteses de partida dos fenómenos observados, em deduzir as consequências das hipóteses e por fim em verificar ou verificar a veracidade dos enunciados propostos.

      Esta última etapa é feita comparando a teoria à prática (experiência, fatos empíricos). Assim, o método hipotético-dedutivo do modelo de atributos combina o pensamento racional com a observação da realidade empírica.

      Este modelo também é baseado principalmente no uso de testes para analisar o comportamento humano e / ou personalidade. Ele também usa outros tipos de técnicas, todas com foco na coleta de informações para testar a hipótese original.

      Diferenças com outros modelos

      Por sua vez, o modelo dinâmico baseia-se no método clínico e na observação qualitativa, e utiliza principalmente técnicas projetivas. No caso do modelo médico, baseia-se, como o modelo de atributos, no método hipotético-dedutivo em sua versão correlacional.

      O modelo comportamental usa autoavaliação, observação e registros psicofisiológicos; o modelo cognitivo depende principalmente do uso de autoavaliação, e o modelo construtivista usa principalmente técnicas qualitativas.

      4. Objetivos

      Outra das características a ter em conta quando classificamos os diferentes modelos de avaliação psicológica são os seus objetivos centrais. Nesse caso, o objetivo fundamental do modelo de atributo é prever o comportamento em áreas que diferem daquelas testadas.

      Diferenças com outros modelos

      Novamente, se compararmos o modelo de atributos com outros modelos de avaliação psicológica, descobriremos o seguinte: o modelo dinâmico busca explicar o comportamento, não tanto para prever; o modelo médico, por sua vez, visa estabelecer um diagnóstico a partir de uma etiologia específica; o modelo comportamental busca fazer ainda mais coisas, como descrever, prever, explicar e controlar o comportamento.

      Por sua vez, o modelo cognitivo visa descrever e explicar comportamentos de entidades mentais, e o modelo construtivista, também para descrever e explicar comportamentos, mas quando apropriado, a partir das construções que o indivíduo realiza a partir da realidade.

      5. Áreas de aplicação

      Quanto aos campos de aplicação, o modelo de atributos é usado principalmente em tarefas de orientação escolar e no campo das organizações, O que não significa que não possa ser usado pontualmente em outras áreas.

      Diferenças com outros modelos

      O campo de aplicação predominante do modelo dinâmico é o campo clínico; a do médico, também do clínico; o modelo comportamental é aplicado em todos os tipos de campos; o cognitivo é aplicado principalmente em ambientes educacionais e de laboratório e, finalmente, o modelo construtivista é usado principalmente em ambientes clínicos.

      6. Níveis de inferência

      Por outro lado, cada tipo de modelo de avaliação psicológica analisa o comportamento em um nível de inferência ou outro.

      Antes de explicar em que nível de inferência a análise do comportamento está localizada no modelo de atributo, vamos especificar os quatro níveis de inferência que existem (conforme o nível de inferência aumenta, a avaliação é mais profunda):

      • Nível I: O comportamento é estudado como uma amostra do comportamento a ser avaliado.
      • Nível II: a relação entre um fenômeno observado e outros comportamentos é estudada (correlação).
      • Nível III: estuda e interpreta o comportamento do sujeito como expressão de um atributo subjacente.
      • Nível IV: O atributo previamente deduzido é integrado em uma teoria completa.

      No modelo de atributos, a avaliação é dada em um nível de inferência III; Que significa hipóteses e conclusões de causa e efeito podem ser estabelecido (Ou seja, por meio desse modelo, pode-se estudar a causalidade de um fenômeno).

      Diferenças com outros modelos

      O modelo dinâmico está no nível IV de inferência; o modelo médico, no nível de inferência III, bem como o modelo de atributos. O modelo comportamental está nos níveis I e II, o cognitivo nos níveis III e IV e finalmente o construtivista no nível IV.

      Referências bibliográficas:

      • Buela-Casal, G. e Serra, JC (1997). Manual de avaliação psicológica. Ed. século 21. Madrid.
      • Fernández-Ballesteros, R. (2011) Avaliação psicológica. Conceitos, métodos e estudos de caso. Ed. Pirâmide. Madrid.
      • Moreno Rosset, C. (2005). Avaliacao psicologica. Conceito, processo e aplicação nas áreas de desenvolvimento e inteligência. Ed. Sanz e Torres. Madrid

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