Steven Pinker: biografia, teoria e principais contribuições

Steven Pinker é um linguista, psicólogo e escritor mais conhecido por seu papel na disseminação de várias idéias relacionadas à psicologia evolutiva, comunicação, percepção visual e cognição, teoria computacional da mente, bem como ‘suas próprias teorias sobre o desenvolvimento da linguagem e o declínio de violência. .

Neste artigo vamos analisar a teoria e as contribuições de Steven Pinker, Com foco em suas visões sobre comunicação, natureza humana e o declínio da violência. Para começar, daremos uma olhada rápida em sua biografia e experiência profissional.


    Biografia de Steven Pinker

    Steven Pinker nasceu em Montreal em 1954 em uma família judia que emigrou para o Canadá da atual Polônia e Moldávia. Ele recebeu seu doutorado em psicologia experimental pela Universidade de Harvard em 1979; seu tutor foi Stephen Kosslyn, um autor ilustre nos campos da psicologia cognitiva e da neurociência.

    depois foi pesquisador e professor da Universidade de Stanford e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Comumente referido como “MIT”. Entre 1994 e 1999, foi codiretor do Centro de Neurociência Cognitiva desta prestigiada instituição.

    Pinker é atualmente professor de psicologia na Universidade de Harvard e continua seu trabalho como teórico, pesquisador, escritor e comunicador científico. É também uma figura destacada na imprensa e frequentemente participa de conferências e debates sobre diversos assuntos relacionados à ciência e ao ser humano em geral.

      Contribuições, publicações e méritos

      Pinker produziu inúmeras publicações e pesquisas sobre percepção visual, psicolinguística e relações interpessoais que foram premiados por instituições muito importantes, incluindo a National Academy of Sciences, a American Psychological Association e a Cognitive Neuroscience Society.

      Ele também escreveu 14 livros sobre esses assuntos e sobre a natureza humana em geral, com ênfase nas perspectivas cognitivas e evolutivas. Os mais famosos são “O instinto da linguagem: como a linguagem cria a mente”, “Como a mente funciona”, “A mesa rasa: a negação moderna da natureza humana” e “O declínio da violência e suas implicações”.

      Comunicação e teorias humanas

      No início de sua carreira, Pinker conduziu pesquisas sobre o desenvolvimento e as características da linguagem em crianças. Suas descobertas levaram o público a apoiar a teoria de Noam Chomsky, que afirma que os humanos têm habilidades cerebrais inatas que permitem a compreensão da linguagem.

      A metodologia de Pinker na época baseava-se no estudo do comportamento das pessoas e na análise da evolução filogenética para explicar o desenvolvimento das funções cerebrais. Usando esse método, ele desenvolveu hipóteses sobre a linguagem e outros fenômenos, como visão tridimensional e raciocínio lógico.

      De acordo com Pinker, a capacidade inata dos seres humanos para a linguagem depende fundamentalmente de dois processos cognitivos: memorização de palavras e sua manipulação por meio de regras gramaticaiss, também aprendeu. Essas abordagens biológicas têm sido alvo de críticas centradas em aspectos morais ou filosóficos.

      Este autor geralmente defende a ideia de que os genes determinam uma parte importante do comportamento humano. Embora ela diga que se identifica com o feminismo igualitário, ela foi criticada por suas afirmações de que há diferenças biológicas entre pessoas de diferentes etnias, bem como entre homens e mulheres.

        O declínio da violência

        Em seu popular livro “O Declínio da Violência e suas Implicações”, Pinker argumenta que, de uma perspectiva proporcional e histórica, a frequência do comportamento violento tende a declinar globalmente, particularmente nos últimos dois séculos. Neste trabalho, ele explora a percepção amplamente difundida de que a violência se tornou mais prevalente hoje.

        De acordo com Pinker, o declínio da violência começou com a ascensão dos estados, Caracterizam-se pela obtenção do monopólio de tais comportamentos, sendo punidos na maioria dos indivíduos pelo uso da lei. Isso teria permitido que um grande número de pessoas vivesse com um risco menor de homicídio.

        Fatores subsequentes, como a expansão do comércio, a revolução humanitária associada ao movimento iluminista, a ascensão do cosmopolitismo ou a rejeição da escravidão contribuíram ainda mais para o declínio do número relativo de comportamentos violentos.

        Pinker sugere que a experiência das duas guerras mundiais foi crucial para o declínio da violência que aconteceu durante o século vinte. Ele também cita como variáveis ​​relevantes a globalização, os movimentos pelos direitos das minorias e dos animais não humanos, bem como uma suposta diminuição do peso das ideologias.

        Este autor atribui a percepção comum de que a violência é cada vez mais comum ao viés de confirmação e afirma que entramos na era da “longa paz”. Vários autores criticaram essas ideias argumentando que elas reforçam a falta de preocupação com a violência e o conflito de guerra e interpretam os dados digitais de forma reducionista.

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