Gerd Gigerenzer: biografia e trabalho deste psicólogo

Gerd Gigerenzer é um conhecido psicólogo alemão, Atualmente responsável pelo Instituto Max Planck de Desenvolvimento Humano e pelo Harding Center of Risk Literacy. Ele é um autor importante que, além de desempenhar as funções acima, estudou e analisou o papel das heurísticas e da intuição na tomada de decisões em nossas vidas.

Ao longo deste artigo, daremos uma breve olhada em sua figura, através uma breve biografia de Gerd Gigerenzer e uma olhada em suas principais contribuições para o campo da psicologia.


    Uma breve biografia de Gerd Gigerenzer

    Gerd Gigerenzer nasceu em Wallersdorf, Alemanha, em 3 de setembro de 1947. Durante sua juventude, ele expressou preocupações artísticas, e de fato mencionou em algumas entrevistas que tocava banjo e até tocava na banda “The Munich Beefeaters” que contaria com a trilha sonora do primeiro comercial de televisão da Volkswagen Golf. No entanto, em algum momento ele decidiu deixar este mundo e se dedicar ao mundo acadêmico.

    Ele se formou em psicologia pela Universidade de MuniqueE em 1977, ele recebeu seu PhD em psicologia da mesma universidade com uma tese que analisaria a escala multidimensional não-métrica como um modelo de comportamento de julgamento (Nonmetrische multidimensionale Skalierung ALS Modell des Urteils Verhaltens). Nesse mesmo ano começou a trabalhar como professor de psicologia na mesma instituição que o treinou.

    Em 1984 ingressou na Universidade de Constança, onde permaneceu até 1990, quando retornou à Universidade de Salzburgo. Dois anos depois, ele deixou o cargo para trabalhar como professor de psicologia na Universidade de Chicago.

    Ao longo de sua carreira docente, foi tutor de doutorado de outro grande e renomado psicólogo, Daniel Goldstein, com quem começaria a teorizar sobre o reconhecimento heurístico e processamento da realidade.

    Foi em 1995 que, pela sua contribuição para a área da psicologia, foi nomeado diretor do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, diretoria que ocupa até hoje. A partir de 2008, ele também dirige o Harding Center for Risk Literacy. Ele também dirigiu o Center for Adaptive Behavior and Cognition (ABC) do mesmo instituto. Casou-se com Lorraine Daston, conhecida historiadora da ciência e grande autoridade em história do desenvolvimento científico e intelectual da modernidade europeia, com quem tem uma filha em comum.

      A vida dele hoje

      Ele é membro da Academia de Ciências de Berlin-Brandenburg, bem como da Academia Alemã de Ciências e membro honorário da Academia Americana de Artes e Ciências e da Sociedade Filosófica Americana. Ao longo de sua carreira, ele recebeu vários prêmios, Como o Prêmio Alemão de Psicologia, e possui vários doutorados honorários de outras universidades, como a Universidade Aberta da Holanda. Suas publicações também são amplamente reconhecidas, notadamente Instinctive Decisions. Inteligência do inconsciente (riscos calculados, sensações intestinais: inteligência do inconsciente). Por fim, está vinculado a vários projetos, como aquele em que colabora com o Banco da Inglaterra, “Heurísticas simples para um mundo mais seguro”.

        Seu trabalho e áreas de pesquisa

        Existem muitas contribuições de Gerd Gigerenzer no campo da psicologia, das quais citaremos algumas das mais conhecidas.

        Os elementos que se destacam ao longo de sua carreira são interesse em aspectos como tomada de decisão, o papel das heurísticas, A limitação do tempo e a incerteza nele e o grande poder da intuição, da inteligência social, da comunicação de risco e da formação e estratégias de médicos, juízes e gestores na tomada de decisões.

        Talvez o mais conhecido de tudo isso seja a defesa do papel da intuição na tomada de decisões, que tradicionalmente tem sido vista como atípica e difícil de escolher. Ao contrário da maioria dos autores, Gigerenzer argumenta que a maioria das pessoas toma decisões com base em seus palpites, com base na inteligência inconsciente.

        O autor indica ainda que a intuição é um produto da evolução, o resultado do aprendizado das regras que nossa espécie adquiriu e incorporou ao seu repertório. Isso é usado para tomar todos os tipos de decisões, especialmente aquelas que envolvem elementos emocionais, como a escolha de um parceiro.

        Atalhos mentais são úteis

        Estudos no Instituto Max-Planck mostram que, ao contrário do que a lógica parece ditar, pessoas guiadas pela intuição precisam tomar decisões eficazes ao usar atalhos. Esses atalhos mentais economizariam recursos cognitivos e permitiriam tomadas de decisão rápidas, recebendo as estratégias utilizadas para isso sob o nome de heurísticas. Porém, uma análise lógica requer localizar e analisar todas as possibilidades, o que leva tempo e gera uma escolha menos eficiente.

        Existe o risco de escolher a regra mais adequada a cada caso, o que, por exemplo, pode ter consequências negativas na formação de preconceitos e estereótipos, que podem levar a vieses cognitivos. Nestes casos, o problema seria que uma das regras aprendidas e adquiridas ao longo da vida do sujeito está sendo generalizada, mas não uma regra aplicável no caso particular em questão.

        Outro item pelo qual ele é mais conhecido é por a ideia de “caixa de ferramentas adaptativa” ou “caixa de ferramentas adaptativa”, Que propõe principalmente que temos diferentes sistemas cognitivos, usando um ou outro à medida que temos que nos adaptar a uma dada situação. Diferentes áreas do pensamento requerem diferentes mecanismos cognitivos, sendo esta ideia contrária à existência de uma estratégia universal.

        Referências bibliográficas:

        • Gigerenzer, G. (2008). Decisões instintivas. A inteligência do inconsciente. Barcelona: Editorial Ariel.
        • Gigerenzer, G e Selten, R. (2001). Justificativa limitada: o kit de ferramentas adaptativo. Relatórios das oficinas Dahlem.
        • Corrals, I. (2010). A intuição como processo cognitivo. Comunicação, ano 31, 19 (2): 33-42.

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